domingo, 25 de novembro de 2018

USAM E DESCARTAM - A VIDA COMO ELA É








Na imagem edição do jornal Mosaico de outubro de 2000, distribuída em Belo Horizonte poucos dias antes do segundo turno eleitoral das eleições municipais. O ex-prefeito Célio de Castro disputava a reeleição pelo PSB, tendo como vice o atual governador mineiro, Fernando Pimentel.Seu concorrente era o deputado estadual João Leite (PSDB).

Este jornalista e blogueiro, que dirigia e editava o jornal Mosaico, produziu uma edição especial do jornal em apoio à campanha de Célio, distribuída apenas na capital mineira. 

Na foto à esquerda estão Célio de Castro e o médium Jônatas Ferreira, já falecido, que era amigo e  tratava espiritualmente de duas sobrinhas de Chico Xavier em Belo Horizonte, por indicação deste, o que foi publicado pelo jornal.

A seguir à circulação da edição, saiu na mídia televisiva matéria sobre o Mosaico. O programa Fantástico, da Globo, veiculou entrevista com o filho adotivo de Chico Xavier, Eurípedes Higino, em que ele falou, entre mais, sobre o tratamento espiritual que o médium Jônatas Ferreira desenvolvia com as sobrinhas de Chico. Além disso, saíram na mídia televisiva imagens dos dois médiuns juntos.

Na edição do jornal Mosaico, publicou-se uma nota intitulada "Chico Xavier indica Jônatas Ferreira", sobre o caso, com conhecimento e consentimento de Chico. O respeito e consideração por Chico Xavier vão para muito além das fronteiras brasileiras, por todo seu humanismo e obra, mesmo por pessoas que não são espíritas.

A edição do Mosaico teve ampla repercussão, e para isso a base da campanha de Célio de Castro no segundo turno teve especial participação. Entre eles, PT e PCdoB. 

Em fins de junho de 2018, na posse da diretoria da Casa do Jornalista, na sede do sindicato da categoria, estava presente também o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Contagem Carlin Moura (PCdoB). 

Numa roda de conversa entre jornalistas e outros, o tema da reeleição de Célio surgiu quando este blogueiro exibiu um exemplar da edição da edição de outubro de 2000.

Carlin Moura, ao ver, foi taxativo: "Essa edição do Mosaico foi forte na reeleição, eu mesmo distribuí milhares de exemplares dos que a base do Célio imprimiu." E ouviu como resposta: "Pois é, e isso foi feito clandestinamente, já que não foi autorizado pelo jornal e nem eu nem o jornal recebemos qualquer valor financeiro ou outro benefício." Inteiramente constrangido, Carlin Moura mudou o assunto da prosa.

Como na época este blogueiro não tinha conhecimento disso nada foi reclamado, e pouco depois mudou-se para o estado de Pernambuco, onde morou por alguns anos. Não lhe foi oferecida sequer a mínima gratidão. Este tema já foi objeto de conversa inclusive com outras pessoas que integraram a base de Célio de Castro.

De forma semelhante a campanha de Dilma Rousseff, em 2014, usou post do blog luizdomosaico.blogspot.com, no segundo turno eleitoral, sobre o humanismo do lendário militante social e líder de vilas e favelas Vicentão, sem autorização do autor e sem citar a fonte, em panfleto amplamente distribuído, também violando a lei de direitos autorais, o que motivou uma ação judicial contra o PT. Leia matéria sobre isso em http://luizdomosaico.blogspot.com/2016/10/a-politica-como-ela-e.html

Essa matéria citada acima foi amplamente divulgada na internet recentemente, antes das eleições, por apoiadores de correntes político-partidárias contrárias ao PT, e teve seu peso eleitoral.


PS - Para pessoas que me perguntam por que apoiei a candidatura de Célio de Castro, respondo que o considerava um humanista. Não que João Leite não seja, inclusive sempre me tratou com absoluta cordialidade, mas Célio tinha um  jeito todo especial que pesou em minha escolha.